A Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) enviou ao papa Leão XIV uma declaração de fé que chamou de "o mínimo necessário para estar em comunhão com a Igreja".
Numa introdução à Declaração de Fé Católica — publicada no dia 14 no site da sociedade — a FSSPX disse que, por cerca de 50 anos, tem levantado a questão daquilo que considera “erros que estão destruindo a fé e a moral católica”, mas que o grupo nunca recebeu “nenhuma resposta verdadeiramente satisfatória” da Santa Sé.
A declaração, assinada pelo superior-geral da FSSPX, padre Davide Pagliarani, diz que "coloca essa simples declaração de Fé" nas mãos do papa Leão XIV: "Parece-nos corresponder ao mínimo necessário para estarmos em comunhão com a Igreja, para nos chamarmos verdadeiramente católicos e, consequentemente, vossos filhos”.
A “declaração de fé católica” também faz referências indiretas a algumas das questões teológicas contestadas pela FSSPX, que estão principalmente ligadas a interpretações da doutrina pós-Concílio Vaticano II, como a ideia de que Deus quis a pluralidade de religiões.
A declaração da FSSPX diz que a necessidade de fazer parte da Igreja para salvar a própria alma "diz respeito a toda a humanidade, sem exceção, e abrange sem distinção cristãos, judeus, muçulmanos, pagãos e ateus" e que o mandamento "de converter todos os homens à fé católica permanece vinculativo até o fim dos tempos e responde à necessidade mais absoluta e premente do mundo".
A declaração diz também que um casal que vive um “estilo de vida” com “pecados de impureza” deve ser ajudado a se libertar do pecado e que o casal “de modo algum pode ser abençoado — formal ou informalmente — por ministros da Igreja” — referência à declaração Fiducia supplicans, publicada pelo papa Francisco em 2023, que permite bênçãos privadas, não-litúrgicas, a casais em situação irregular e uniões homossexuais.


